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quinta-feira, 27 de novembro de 2008

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Nico na Coluna da Martha Medeiros de quinta passada

Amor e dor, mas com humor

No último final de semana, assisti ao show Onde Está o Amor?, de Nico Nicolaiewsky, no Theatro São Pedro, que estava merecidamente lotado. A maioria dos gaúchos só conhece o Nico por causa do vitalício Tangos e Tragédias, mas o trabalho dele vem de antes, do Musical Saracura, que eu curtia nos meus 20 anos de idade – sejam generosos comigo, não faz tanto tempo... Bom, esse show agora do Nico, além de composições próprias, traz algumas músicas do Saracura (“marcou bobeira/já era”... só quem viveu, lembra) e algumas releituras que são o ponto forte do espetáculo. Comida, dos Titãs, ganhou um arranjo dramático, reforçado pelo efeito que o diretor José Pedro Goulart conseguiu com a tela cobrindo toda a frente do palco, mostrando cenas de amor e dor em preto e branco – de matar o Gerald Thomas de inveja! A recriação de Ana Júlia, do Los Hermanos, é engraçada: no início a gente fica com aquela impressão de “onde é que eu já ouvi isso?” e quando entra o refrão, mistério desfeito. Uma pegadinha.

Ainda no quesito diversão, transformar Coração de Luto, do Teixeirinha, num rock metaleiro, fez a platéia inteira sorrir (no colégio, fui colega de aula de duas filhas do Teixeirinha, lembro delas e dos nomes, Gessy e Fátima – essa última era a cara do pai – alguém me dá notícias das duas?). Mas o mais impressionante é quando Nico, ao piano, toca uma música romântica, linda, lenta, de dilacerar corações, e aos poucos a gente percebe do que se trata e não acredita: Tô nem aí, da meteórica Luka, da qual nunca mais ouvi falar. Nessas horas é preciso tirar o chapéu: o que era uma musiquinha à-toa, chiclete pra ouvir no rádio durante um verão, virou uma balada sofisticada e elegante. A gente já viu o Caetano fazer o mesmo com música do Peninha: transformar o brega em chique, o chique em brega. Prova de que nada é definitivo, rótulos não se sustentam.

Bravo, Nico! Bravo, João Pedro! E menção especial pro violino do Hique Gomez, participação afetiva e luxuosa desse espetáculo redondo, moderno, versátil, emocionante e divertido, tudo isso em apenas uma hora e 15 minutos. Qualquer hora ele ressurge na grade da nossa programação cultural, fique de olho e não perca.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Show do Nico sábado no Segundo Caderno da ZH



O amor está no palco

Nico Nicolaiewsky faz show no TSP

Nico Nicolaiewsky volta a perguntar Onde Está o Amor? no Theatro São Pedro. O show do CD mais recente do cantor e compositor terá sessões hoje (às 21h) e amanhã (às 19h), com ingressos à venda no local, a partir das 15h.

Onde Está o Amor? é o terceiro CD solo de Nico (o Maestro Pletskaya do espetáculo Tangos & Tragédias) e foi um dos melhores lançamentos do pop gaúcho em 2007. Produzido por John Ulhoa, do Pato Fu, o disco é a base do roteiro, que passa também pelo primeiro CD, Nico Nicolaiewsky (1996), pelo repertório do antigo grupo dele, o Saracura, e também por releituras de artistas como Luka e Teixeirinha.

– É o roteiro de toda a minha vida – brinca Nico, que no palco será acompanhado de Gui Budasky (violão, guitarra e voz), Diego Silveira (bateria, teclado e voz), Ana Paula Freire (contrabaixo e voz), Maurício Nader (guitarra e voz) e Leonardo Boff (teclado).

A temporada encontra Nico em plena atividade: o músico atua no filme Netto e o Domador de Cavalos, de Tabajara Ruas, e grava este mês uma participação na minissérie Som e Fúria, da Globo.

Mais detalhes sobre ingressos para o show na capa do Guia hagah.


Confere aqui.

Nico no Caderno TV+Show da ZH desse domingo

Sons de tango e tragédias em fúria

A primeira investida de Fernando Meirelles na TV terá o humor dos gaúchos Hique Gomez e Nico Nicolaiewsky

O que poderia deixar ainda mais bizarra uma minissérie produzida no Brasil, inspirada num programa de TV canadense que narra as desventuras de uma trupe que interpreta obras de Shakespeare, o bardo inglês? Os sbornianos Kraunus Sang e Pletskaya, claro. E são eles, ou melhor, suas contrapartes humanas Hique Gomez e Nico Nicolaiewsky, respectivamente, que integram o elenco de Som & Fúria, nova série da TV Globo que começou a ser gravada no final de julho. No comando da produção está o diretor de cinema Fernando Meirelles, responsável por Cidade de Deus e O Jardineiro Fiel, e que pela primeira vez se aventura na televisão.

E foi como os protagonistas de Tangos & Tragédias que os dois músicos/atores gaúchos foram descobertos pela produção da peça televisiva. Um dos diretores, Toniko Mello, conhecia o trabalho da dupla e enxergou neles os possíveis intérpretes de sinistros agentes funerários. Testados e aprovados por Meirelles, Hique e Nico trataram de buscar mais informações a respeito da empreitada, uma adaptação da série canadense Slings and Arrows, que retrata os bastidores de uma companhia de teatro que interpreta obras de Shakespeare.

No caso dos gaúchos, era para ser apenas uma participação especial. Coisa rápida, um único capítulo talvez, quase nenhuma fala. Mas logo os acordes de violino e gaita de Kraunus e Pletskaya soaram mais alto. Descolaram mais trabalho.

– Tivemos a idéia de fazer um tipo de peça musical no começo de cada capítulo para explicar o que aconteceu no anterior. O Fernando Meirelles viu, gostou e levou para a cúpula da Globo decidir – explicou Nicolaiewsky, para quem a experiência na TV é apenas outra em um ano cheio de participações do gênero.

Além da minissérie na TV, Nico também está em Onde Está o Amor?, show de seu disco mais recente, em cartaz neste final de semana no Theatro São Pedro. Da telinha para o palco, ele pula para a telona e interpreta um militar no longa Netto e o Domador de Cavalos, de Tabajara Ruas, que será lançado no 36º Festival de Cinema de Gramado. Em todos os casos, sempre tocando e cantando.

Agora, no caso de Som & Fúria, nada de gravações por enquanto.

– Estávamos agendados para gravar esta semana e partimos para São Paulo. A gravação era às 9h. De repente, mudaram para as 17h. Aí ficou para depois do jantar. Quando nos demos conta, passava de 1h e estávamos voando de volta para Porto Alegre sem ter gravado nada – diverte-se Nico, que afirma não ter se incomodado com o modus operandi da produção.

De certo mesmo, e isso de acordo com o script, está que a dupla atua no segundo capítulo. Interpretando agentes funerários, serão responsáveis por preparar o corpo de um diretor de teatro. Uma das exigências do agora cadáver é que sua caveira seja usada por companhias teatrais quando forem encenar Hamlet. Esquisito?

– Podia ser pior. A idéia inicial era levarmos os personagens do Tangos & Tragédias totalmente para a série, até com os mesmos nomes. Mas o Fernando queria algo menos teatral, então tiramos os bigodes, um pouco do figurino e deixamos a maquiagem pálida – diz Nico, acreditando que os fãs do espetáculo irão identificar Kraunus e Pletskaya.

Som & Fúria terá em seu elenco principal os atores Felipe Camargo, Pedro Paulo Rangel e Andrea Beltrão, dando vida para Dante, Oliveira e Elen. Amigos dentro e fora dos palcos, eles vivem as dores e prazeres de arranjar peças de Shakespeare em suas respectivas companhias.

Dante dirige uma companhia em franca decadência, enquanto Oliveira é bem-sucedido e conta com Elen em seu elenco. Todos, entretanto, estão infelizes com o que fazem e buscam, através das peças do dramaturgo inglês, alguma saída.


Confere aqui.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Nico na Contracapa

Super nota que saiu do Nico na Contracapa da ZH de hoje:

ONDE ESTÁ O NICO NICOLAIEWSKY?

Resposta: no teatro, no cinema e na TV. No teatro – ou melhor, theatro: sábado e domingo, NICO NICOLAIEWSKY volta a apresentar no palco do São Pedro o espetáculo Onde Está o Amor?, dirigido por José Pedro Goulart e baseado no excelente disco homônimo do intérprete. Além das canções de amor derramado do CD produzido por John Ulhôa, guitarrista da banda Pato Fu, o cantor, compositor e pianista interpreta inusitadas versões de sucessos como Anna Julia, do Los Hermanos, Maluco Beleza, de Raul Seixas, Tô Nem Aí, da Luka, e Coração de Luto, do Teixerinha.

No cinema: Nicolaiewsky também estará nas telas do 36º Festival de Cinema de Gramado, como ator do filme Netto e o Domador de Cavalos, de Tabajara Ruas. No longa ele encarna o Soldado Catarino (foto), tipo esquisitão que aparece cantando e tocando violão.

Na TV: o cara ainda participa neste mês das gravações de Som e Fúria, nova minissérie da Globo dirigida por Fernando Meirelles. O programa terá seis episódios e deverá ir ao ar no final deste ano. Trata-se de uma adaptação brasileira da série canadense Slings and Arrows (algo como “Ossos do Ofício”), cuja primeira temporada mostra uma companhia teatral montando Hamlet – a segunda temporada traz Macbeth.

Confere .

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Nico Audio, Música e Tecnologia

Nico na revista Audio, Música e Tecnologia, por Rodrigo Sabatinelli



> NICO NICOLAIEWSKY - ONDE ESTÁ O AMOR?


Ele acordou bêbado numa tarde de sábado e colocou o disco pra tocar, era Onde está o amor?, terceiro de Nico Nicolaiewsky, pianista, acordeonista, cantor e compositor gaúcho, fundador do Musical Saracura, banda mais importante daquele Rio Grande surgida na virada dos anos 70 pros 80. Ele já havia assistido ao Tangos & Tragédias - espetáculo musical, na verdade, um duo de violino e acordeom, e maior fenômeno da história do showbizz nos Pampas - e fazia propaganda gratuita do cara nas rodas de amigos.

Vivia um período difícil, tinha acabado de se separar da última mulher e não estava nada preparado para ouvir canções de amor, mas, quando se deu conta, já era tarde. Olhou pra capa do CD, se identificou com a imagem de uma interrogação que formava um coração e decidiu encarar a missão. Play no aparelho, Sou eu e mais ninguém rolando e ele começa a ficar tenso. Passa a mão na testa suada e tenta não prestar atenção na letra, muito menos no refrão, que repetia seguidas vezes a frase "assim quero lembrar de nós". Achou melhor se prender ao som do pianinho e ao "Pá-pá-pá-pá-pá" a la Mamas & The Papas. Não agüentou, pulou a música e caiu na faixa-título.

"Onde está o amor? Onde está o amor? Onde está o amor? Onde está o amor?" Ficou louco. Mas não negou a si que estava adorando. No fundo, ele estava. Mesmo sofrendo, permitia que seu lado romântico aflorasse um pouco em meio àquele furacão. "Todo mundo tem alguém que já se foi, todo mundo tem alguém que não está". Ouviu, voltou, ouviu de novo. Gostou. Cantarolou e deixou rolar. Até que chegou ao refrão e... "volta, menina! Volta menina!". Começou a rir. Não sabia se de felicidade ou da própria cara de panaca. Quando Só você não vê invadiu o apartamento, reconheceu o toque de dois músicos presentes na faixa, John Ulhoa e Xande Tamietti, respectivamente, guitarrista e baterista do Pato Fu. John, inclusive, é quem assina a produção do disco, além de ter gravado e mixado o trabalho, no estúdio 128 Japs.

Seus olhos brilhavam e ele estava completamente envolvido. Mas correu da raia de novo quando escutou algo como "nada faz sentido se você não está aqui comigo. Volta pra mim! Eu não quero ser só seu amigo, não me importo de correr perigo. Volta pra mim!". Nada disso, correr perigo era t-u-d-o o que ele não queria naquela hora, mas reconheceu que a letra, escrita pelo artista em parceria com outro gênio do sul, Totonho Villeroy, era belíssima.

Tudo o que eu fiz atravessou seus tímpanos através de frases que pareciam agulhas e colocavam-no a pensar na vida. Sim, sábado de tarde, bêbado, pensando na vida e ouvindo Nico Nicolaiewsky. Surreal! Pra se enganar, novamente tentou não prestar atenção na letra e pegou a capa do CD. Folheou o encarte e, mais uma vez, deu de cara com a interrogação em forma de coração. Decidiu tatuá-la - incluindo o título do disco - no braço direito tamanha identificação.

Ele teve que abrir a janela e gritar quando Nico começou, delicadamente, a cantar Te amei tanto. Ameaçou se jogar e a vizinha ofereceu ajuda. Riu ironicamente e, com isso, perdeu a razão. Ela fechou as cortinas na sua cara, mas, só de birra, cantou pra todo mundo do prédio ouvir: "te amei tanto que não sobrou nada pra depois". O síndico interfonou p*#! da vida, mas de nada adiantou. Ser feliz é complicado tocava tão alta, que ele sequer ouviu chamar. Só soube no dia seguinte pela tal mulher que, então, havia se rendido.

No feeling, seguiu os versos de Bombas de beijo, "rajadas de intenso desejo", e convidou uns amigos pra terminar a audição. Quando A vida é confusão rolou, não somente ele, mas todos caíram na gargalhada. Só pararam mesmo pra aplaudir o dramático arranjo de cordas da canção. Até que Pra que o amor? contradisse tudo o que havia dito nas letras anteriores e ele se colocou a pensar, mas rapidamente concluiu: "daí? O amor é mesmo uma contradição. No fundo, Nico estava mais uma vez certo e bla-bla-blá".

E foi justamente na última música, Advertência, que Nico resolveu abrir o jogo: "se você quer sinceridade, fique longe das canções". "Sacanagem, né, Senhor Nicolaiewsky? Cê podia ter dito antes!", falou a si mesmo. Mas era tarde. Àquela altura, ele já havia chorado, sorrido, gargalhado, brigado, incomodado os vizinhos, convidado outros tantos e ainda virado fã de carteirinha do tal cantor.

Ele, na verdade, sou eu, o que pode deixar muita gente revoltada por aí achando que perdeu um tempo ferrado pra ler uma crítica que mais fala de uma tarde solitária do que propriamente de um disco. Mas, sejamos honestos, Nico deixou pra abrir o jogo no final da "festinha". Logo, eu também tive direito de brincar. Ou não?! (Rodrigo Sabatinelli)

Nico Nicolaiewsky no Globo


Olha que bacana a crítica do Bernardo Araujo do Globo!

Nico na Contracapa por Roger Lerina

Sbórnia shakespeariana
O músico e ator Nico Nicolaiewsky vai atuar em Som e Fúria, nova minissérie da Globo, dirigida por Fernando Meirelles. O programa terá seis episódios e deverá ir ao ar no final do ano. Som e Fúria é uma adaptação de Meirelles da série canadense Slings and Arrows, comédia de humor negro sobre um problemático festival de teatro shakespeariano. Na primeira temporada, Slings and Arrows mostrou as atribulações de uma montagem de Hamlet, enquanto a segunda fornada de episódios girou em torno dos bastidores de Macbeth.Antes disso, entre os dias 8 e 10 de agosto, Nicolaiewsky volta ao palco do Theatro São Pedro com o show de seu excelente disco Onde Está o Amor?.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Nico Nicolaiewsky nas dicas da Quem


Saiu o CD do Nico "Onde Está o Amor?" nas dicas da revista Quem.

Confere .

quinta-feira, 12 de junho de 2008

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Promo Dia dos Namorados - Nico Nicolaiewsky



Capa do Blog Vida Feminina com a promoção do CD "onde está o amor?" de Nico Nicolaiewsky!

sábado, 7 de junho de 2008

Nico no VIda e Saúde


Nico foi destaque no programa:
• Clima de amor e paixão para antecipar as comemorações do Dia dos Namorados. Você vai relembrar as serenatas, curtir as canções de amor de Nico Nicolaiewsky e decobrir como o som age no cérebro despertando os sentidos e a memória.
assista o programa aqui:

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Nico no Jornal do Brasil por Mário Marques



O amor fofo, delicado e sério que brilha no Sul

Doze músicas e uma busca por um clima denso e ‘cool’

Mario Marques

O cara que há 20 anos, com acordeon em punho, diverte o Brasil inteiro com Hique Gomes e seu Tangos & Tragédias, faz uma declaração séria e hiper-romântica neste Onde está o amor. Com 12 canções autorais, o gaúcho Nico Nicolaiewsky brilha em todas as formas de construção de uma música: melodias, harmonias, arranjos e letras (ostensivamente fofas) funcionam.
Na faixa-título, Nicolaiewsky se supera.


O arranjo, de teclados e vocais à Björk, ressalta a delicadeza da canção, de letra mântrica e que se sustenta até o fim. É também nessa linha, como tintas de balada de ninar, Só você não vê (com Pezão), com um quê de Titãs acústico, dinâmica próxima também do conterrâneo Nei Lisboa. Este compositor, aliás, parece homenageado com a agoniante e sofrida Nada faz sentido, parceria com Totonho Villeroy. A música lembra escancaradamente Telhados de Paris, de violão simplório e letra matadora ("Nada faz sentido/se você não está comigo/volta pra mim/eu não quero ser só teu amigo/não me importo de correr perigo/volta pra mim").


Com Villeroy há também Bombas de beijo, outra viagem romântica bem delineada, melodia sinuosa, pop, de guitarra floydiana. O disco de Nico Nicolaiewsky segue até o último minuto nessa linha, sem atirar para todos os lados e percorrendo um caminho que muitos autores brasileiros perseguem, mas não conseguem.
[ 03/06/2008 ] 02:01

Nico no Jornal do Brasil por Antônio Barbosa



Canções sinceras, podes crer

Disco romântico usa melancolia para driblar a breguice

Marco Antonio Barbosa
O pop gaúcho tem uma história antiga de amor – sincera, mas irônica – com a música romântica. Nico Nicolaiewsky, mais conhecido como metade do duo Tangos & Tragédias, lança um trabalho solo no qual se distancia tanto do humor do T&T quanto da fanfarra jovemguardesca de conterrâneos igualmente chegados ao romantismo, como Frank Jorge.
É um disco "adulto", calcado em melodias pop belas e simples e arranjos econômicos pilotados pelo produtor John Ulhoa (do grupo Pato Fu, que também empresta o baterista Xande e Fernanda Takai, a voz do rock Pra que o amor). As referências mais claras, na verdade, não vêm das plagas gaúchas, e sim de obras mais antigas: Loki?, o igualmente romântico solo que Arnaldo Baptista gravou em 1974, e também dos Beatles, cuja influência aparece nos timbres vintage e nos arranjos vocais.
Em momentos como Te amei tanto, com seu vocal nitidamente emocionado e o piano em primeiro plano, ou a leve psicodelia de Bombas de beijo (com teclados aparentados aos de Strawberry fields forever, dos Beatles), a lembrança de Loki? bate forte. O tom beatlesco sobressai em Tudo que eu fiz e Ser feliz é complicado. Apesar de avisar ao ouvinte que se ele quiser sinceridade deve ficar longe das canções, Nicolaiewsky soa verdadeiro. As letras são desbragadamente românticas, mas sofrem de uma certa melancolia que espanta a suspeita de cinismo – e ao mesmo tempo dribla a breguice. E mesmo o potencialmente piegas ("É que quando não choro/Fica seco o meu jardim") se torna bacana, no fim das contas.
[ 03/06/2008 ] 02:01

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Notinhas Nico

Pergunta com resposta
Onde está o amor? Responder esta pergunta com a proximidade do dia 12 de junho não é tarefa fácil. Na verdade, tal equação quando solucionada, ainda pode não ter uma só explicação... Mesmo assim, o pianista, acordeonista, cantor e compositor Nico Nicolaiewsky, conhecido nacionalmente pelo seu trabalho no espetáculo Tangos e Tragédias, tenta indicar a resposta para a pergunta que também é o título do seu terceiro disco solo lançado em Fevereiro. Onde está o amor? conta com a participação de compositores conhecidos como Antônio Villeroy, Fernando Pezão e Cláudio Levitan. Este CD, que é o trabalho mais pop da carreira de Nico, foi produzido por John Ulhôa, do Pato Fu.
Aí, quem sabe o ouvinte inspirado pelas músicas e pelo disco, possa descobrir o seu próprio caminho para o sentimento mais profundo e cobiçado da humanidade...


Achado
Friozinho chegando, hora de encontrar um par. Por onde começar? Onde está o amor? Esta pode ser a pergunta que muitos se fazem com o final da euforia de verão, mas também é o título do mais novo trabalho de Nico Nicolaiewsky. O terceiro CD solo, do pianista, acordeonista, cantor e compositor que é conhecido nacionalmente pelo espetáculo Tangos e Tragédias, promete embalar o inverno em grande estilo. Com melodias melancólicas e letras românticas, Onde está o amor? vai esquentar qualquer tipo de coração. Produzido por John Ulhôa, do Pato Fu, parceiro de tempos de Nico, o disco tem 12 faixas. Além dele, o CD conta com parcerias de Antônio Villeroy responsável por sucessos como Pra Rua Me levar e Quatro Ventos e Fernando Pezão do Papas da Língua autor da hit balada Eu sei. Ótima opção de presente para o dia dos namorados ou para os apaixonados de plantão!

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Nico Nicolaiewsky - Onde está o Amor?

Já falavam do novo CD do Nico por aí, olha que bacana:
Nico Nicolaiewski esteve em todos os lugares-comuns da lírica amorosa a fim de descobrir o paradeiro do amor. Acompanhado de fiéis e hábeis escudeiros, revisitou rocks, valsas e baladas para empreender a jornada em busca desse sentimento cada vez mais restrito à dimensão dos mitos. Apesar de retornar dessa empreitada dantesca sem respostas objetivas, o compositor nos trouxe, cuidadosamente resguardado em seu alforje, o CD Onde está o Amor?, lançado recentemente pelo selo Bela Música.
Na evidência do fim de um grande amor, o poeta inicia sua jornada na solidão de quem ainda guarda uma centelha, uma réstia do brilho da paixão perdida. Ouvindo o tema de abertura, a quase brega Só eu e mais ninguém, parceria de Nico com Fernando Pezão, pensamos o quanto seria bom se as duplas românticas espalhadas Brasil a fora nos presenteassem com canções desse calibre.
Ao som de teclados e programações eletrônicas de John Ulhoa (que também assina a produção do disco), nosso herói pergunta: onde está o amor / que eu não conheço / onde está o amor / eu quero estar também. A atmosfera de Onde está o amor? remete a uma paisagem brumosa, enevoada, na qual o personagem, perdido, desorientado, lança ao léu suas interrogações. É apenas o início da viagem.
Sinalizando que estamos de volta ao mundo real das lembranças do poeta, as programações eletrônicas cedem espaço à bateria seca e vigorosa de Diego Silveira e à guitarra básica e roqueira de Luciano Albo na balada Volta menina, parceria com Cláudio Levitan.
A partir daí, nosso guia do labirinto revive paixões platônicas (Só você não vê, de Nico e Pezão), amores não correspondidos (Nada faz sentido, parceria com Antônio Villeroy), a perda de si mesmo (Tudo que eu fiz, outra excelente balada em parceria com Levitam) e o vazio inevitável (Te amei tanto, uma canção intimista assinada somente por Nico).
Na oitava faixa, Ser feliz é complicado (também composta sem parceria), o poeta cai em si, deixa as lembranças para trás e encara com otimismo o caminho a sua frente: Vou deixar o sol entrar / acabar com a escuridão / abrir a janela do quarto / e gritar para o mundo / eu quero outra chance. Destaque para os lindos arranjos vocais de Nico, Albo e Ulhoa.
O clima de apoteose e positividade cresce em Bombas de beijo (também com Villeroy). A esperança desmedida arremessa nosso perseguidor a um estado alucinatório. Sedado pela perspectiva de encontrar o amor finalmente, o poeta narra sua miragem: Tudo se move / o mundo me envolve / e os dias velozes não vejo passar / A cidade tomada de pura alegria / e o povo a cantar.
Como quem anda em círculos, repetindo estéreis diálogos internos, o narrador retoma a dúvida e a indecisão na música A vida é confusão (outra só de Nico). No entanto, como se percorresse uma estrada em espiral, a cada volta o poeta está além; já não há retorno possível e, no enfrentamento das contradições, ele parece se aproximar mais do que nunca de seu destino de amor e glória: A vida é confusão / a vida vai seguir / os homens vão sonhar / os deuses vão sorrir / a vida é confusão / o mundo vai girar / os deuses vão dançar.
Na ante-sala do paraíso, entretanto, uma nova, fatal e aterradora pergunta acomete nosso mártir: Pra que o amor? (parceria com Levitan). Como numa ópera, a trama chega ao climax adquirindo um tom bombástico. A revolta e o inconformismo tomam conta do poeta que decide sair pra rua / cansei da solidão / vou me esconder agora / na multidão.
A valsa Advertência (somente de Nico) fecha o disco com uma inesperada conclusão: se você quer sinceridade / fique longe das canções / pois aqui nada é de verdade / nem o amor nem as paixões. Embora o tom burlesco do instrumental dê a impressão de que nosso amigo embirutou de vez, trata-se, na verdade, do momento de maior lucidez de toda a jornada. Se o amor não está nas canções, que tal procurá-lo na vida real, no brilho dos olhos, nas palavras sinceras, no abraço fraterno, na beleza das imperfeições do cotidiano?
Talvez o verdadeiro amor esteja no cuidado que Nico Nicolaiewsky dispensou na realização deste disco. Gravado nos estúdios Beco das Garrafas e Kiko Ferraz Studios, de Porto Alegre, e Estúdio 128 Japs, de Belo Horizonte (onde foi também mixado) e masterizado no Classic Master, de São Paulo, com ajuda dos escudeiros Diego Silveira, Fernanda Takai, John Ulhoa, Luciano Albo, Thiago Braga e Xande Tamietti, Onde Está o Amor? é dos trabalhos mais bem acabados e ricos em beleza humana dos últimos tempos.
Se você quer sinceridade, não deixe de ouvir esse CD.
Acesse o site oficial de Nico Nicolaiewsky
Carlos Hahn

Onde está o amor? Nico Nicolaiewsky


Novo cliente! Nico está com a gente para o lançamento nacional do CD Onde está o amor? Alguém duvida que a gente vai encontrar?

Seja bem vindo Nico!