segunda-feira, 1 de junho de 2009

Rodrigo Lombardi no site Mauren Motta



Entrevista: Rodrigo Lombardi... Are Babaaa!

Yes! O site www.maurenmotta.com.br encontrou o delicioso e simpático Raj de Caminho das Índias em carne e osso! Descontraído e super brincalhão, Rodrigo Loimbardi, que também é o atual garoto-propaganda da marca de calçados gaúcha Paquetá, foi muito assediado pelas fãs, que fizeram fila em um shopping de Porto Alegre para ficar perto do ídolo por alguns minutos e também pela imprensa. O galã falou sobre a trajetória de sua carreira, as preparações para viver o personagem da novela das oito, da emoção de ser pai, e revelou o que considera o maior trunfo de um homem: o bom humor. Nem mesmo com a agenda lotada em função das gravações, Lombardi diz perder o otimismo. “Acho que o mundo precisa ser bem humorado. E assim as pessoas terão mais chances uma com as outras”, afirmou.

Confira agora a entrevista em que O GATO da hora fala sobre trabalho, fama, família, ídolos....


MM - A tua vida deve ter mudado muito com o sucesso da novela, não?

Rodrigo - É, deu uma mudada porque eu vim de um outro projeto, ...., que eu seria o Bosco. E eu saí da minissérie pra entrar na novela. E eu vivi aquela angústia de não saber o que eu ía fazer. Foi uma incógnita. Mas eu sabia que estava em boas mãos, porque eu estava com Glória Perez.
Acho que é uma questão de momento que o ator passa. Mas a partir do momento em que começaram as gravações, ou melhor, os workshops eu falei "Vai dar certo".


MM - Como foi a preparação pra aprender as danças indianas?

Rodrigo – Sim me preparei. A gente fez um workshop de seis a dez horas diárias, de política, economia, cultura, geografia e história indiana. E a dança estava inserida em todos estes contextos. A dança da Índia é uma dança folclórica que conta a história dos deuses, das pessoas que moram ali, daqueles tempos que elas viveram. Então a dança, na verdade, começava no papel. Então tivemos que aprender para poder dançar com propriedade. É lógico que eu não tenho “aquela propriedade”, eu apenas me induí na verdade do indiano para na hora das cenas poder sorrir e dançar. A dança indiana é muito mais meticulosa para as mulheres. Todo o indiano dança, bem ou mal, não interessa. Mas quando ele tem a vontade de dançar, ele dança bem.


MM - o que mais te impressionou na Índia?

Rodrigo - A gente chega lá e olha o indiano e pensa "nossa, que sujeito esquisito". Só que a Índia e a China são responsáveis por dois terços da população mundial. Aí, você começa a repensar. Foi isso que eu fiz. A gente começa a resgatar valores, começa a ver coisas mais importantes do que aquilo que achávamos importante. Então, essa é a beleza da Índia.


MM - O homem que sabe dançar lá tem mais chances com a mulherada?

Rodrigo - Acho que aquele homem que se dispõe a dançar, é um homem que com certeza é bem humorado. E homem que tem humor (isso é científico), tem mais chances com as mulheres sim. Eu, particularmente, acho que as mulheres que tem bom humor também tem mais chances com os homens. ( risos)


MM - Um cara bem humorado então..

Rodrigo - É, eu acho que o mundo precisa ser bem humorado. E assim as pessoas terão mais chances uma com as outras.


MM – você gravou com a Conspiração filmes os comerciais da Paquetá em uma madrugada. Começou ás 22h e terminou ás 5h da madrugada. Como ter bom humor pra cumprir uma agenda tão apertada e com esse ritmo?

Rodrigo - A equipe foi sensacional, então a gente gravou na madrugada com muito humor. Eu acho o humor foi responsável pelo sucesso da campanha. Todo mundo muito envolvido, todo mundo com paciência. Acho que todo mundo erra, todo mundo acerta. Então um errou um plano aqui, eu errei uma fala ali... E foi tudo com muito bom humor pra sair uma coisa bacana. Na verdade, a falta de bom humor não se faz necessária em um momento como esse.


MM - O que apavora mais nessa fama imediata? Você já tinha feito várias coisas televisão antes. Mas de uma hora para outra, virou “a cara” da novela das oito. Agora nós estamos vivenciando um momento que pode ser complicado... ( milhares de fãs aguardavam pelo ator depois da entrevista).

Rodrigo - Não, o que me apavora não é nem a multidão. O que me apavora e que eu tento me acostumar com isso é que eu tenho que tirar vantagem disso. Antes eu tava aí com os mesmos pensamentos, da mesma maneira, me expondo da mesma forma, com o mesmo raciocínio e ninguém me ouvia. E hoje todo mundo quer saber minha opinião sobre isso e aquilo. Então eu tenho que aproveitar esse momento pra construir coisas e pra que isso continue... Para que as pessoas parem e possam ouvir o que eu quero dizer pra elas.


MM - A fama acontece da porta de casa para a rua. Dentro de casa você é a mesma pessoa. Como as pessoas que convivem contigo na intimidade estão lidando com isso?

Rodrigo - Maravilhosamente bem, né? Como você falou, é da porta de casa para fora. E na verdade, até da porta de casa pra fora eu sou a mesma pessoa. As pessoas chegam perto de mim para ver o reflexo do personagem e não o reflexo do Rodrigo.


Mauren - Mas as mulheres mudaram em relação a você...

Rodrigo - Mudaram, mas não são só as mulheres. São as pessoas. Eu tenho uma resposta muito grande do público da terceira idade, tanto dos homens quanto das mulheres. Eu acho que a maior resposta do meu personagem é do público da terceira idade. ( Muitas senhoras de mais de 60 anos aguardavam ansiosas por Rodrigo depois da entrevista! )


Mauren – Simm! Voc~e é o tipo de cara queridão, né?!

Rodrigo - É o que eu tenho sentido. E ter essa resposta é muito bom. Mas quando eu chego em casa é ótimo levar a vidinha que vc costuma levar.


MM - E qual é a maior diferença de estar na novela das sete para a das oito?

Rodrigo - A diferença é que, por exemplo, quando eu pego um avião que eu estou chegando na cidade do Rio de Janeiro e vejo todas aquelas luzes acesas, eu penso "60% dessas pessoas estão me vendo todos os dias".


MM - Essa platéia te assusta?

Rodrigo - Não, platéia nunca me assusta.


MM- Você é um cara que fez durante quatorze anos teatro e de uma hora para outra aconteceu uma explosão na tua carreira graças a novela. O que você pretende fazer quando acabar?

Rodrigo - Trabalho. Pretendo começar a produzir e tenho amigos que produzem muito. Quero estar perto desses amigos, quero continuar minha vida. Eu acho que o que me trouxe até aqui é o que vai me fazer caminhar. É o teatro, é sempre um teatro de pesquisa, sempre um texto. Dificilmente você vai ver o Rodrigo fazendo uma "comédia tipo torta na cara" pra viajar o Brasil e ganhar dinheiro. Então existem tantos textos maravilhosos pra serem ditos e pra serem remontados e renovados e tanta gente interessante escrevendo aí...


MM - Quem são teus ídolos?

Rodrigo - É tanta gente que não vamos ter tempo pra isso agora. Mas eu adoro a literatura russa. Eu gosto dos atores ingleses, dos diretores alemães. E dos brasileiros eu gosto de tanta gente... não dá pra eu fazer uma novela sem citar o Toni Ramos e o Lima Duarte, sabe? Tem presentes que vou ganhando na carreira. Na Globo, principalmente. O Caio Blah é um querido que eu não considero um bom ator, mas sim um gênio de 28 anos.


MM- E quais são teus hobbies. O que o Rodrigo faz quando não está trabalhando?

Rodrigo - Joga vôlei e aprende futevôlei no Rio de Janeiro.


MM - E quais são tuas dicas para o dia dos namorados?

Rodrigo - ficar em casa, assistir um bom filme e tomar um bom vinho.


MM - E como é ser pai?

Rodrigo - Eu queria ser pai desde os quinze anos de idade, e agora veio a realização desse sonho e, graças a Deus, em um momento propício. Mas.. infelizmente, este é num momento em que estou trabalho muito. Eu saio de casa meu filho está ainda dormindo, e quando eu chego, ele já foi dormir. Mas é normal... A novela acaba dia dezoito de setembro e daí pra frente eu terei mais tempo com o filhote.


MM - O que vem por aí na novela?

Rodrigo - Olha... terça-feira, depois da novela, tem Casseta e Planeta. hehehe (essa foi boa)


O que descobrimos em off é que Rodrigo Lombardi está roteirizando e provavelmente irá dirigir um filme sobre o amor em diferentes décadas. Além de lindo, cheio de conteúdo! A gente ama!